Seções

30/06/2014

Mais Médicos supera meta e já beneficia 50 milhões de brasileiros

"Nós ouvimos as demandas das pessoas e estamos trabalhando para mudar a realidade de milhões de brasileiras e brasileiros. O Mais Médicos é a prova disso!"

  • preview
  • preview
  • preview

No programa Café com a Presidenta desta segunda-feira (30), Dilma Rousseff anuncia que o programa Mais Médicos superou a sua meta de cobertura e beneficia, atualmente, 50 milhões de pessoas em todo o país. O número inicial estipulado no começo da estratégia era chegar a 46 milhões de brasileiros. Segundo a presidenta, todos os pedidos de prefeitos por médicos para suas cidades foram atendidos. O programa Mais Médicos já está presente em mais de 3,8 mil municípios. São mais de 14 mil médicos, brasileiros e intercambistas, atuando em postos de saúde de todo o país, desde as periferias das grandes metrópoles até vilarejos e distritos de pequenas cidades do interior. Dilma também comenta pesquisa do Ministério da Saúde que aponta redução de 21% no número de encaminhamentos a hospitais feitos por postos de saúde onde há atuação de profissionais do Mais Médicos.

Transcrição

Apresentador: Olá, bom dia! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia para você que nos acompanha neste Café!

Apresentador: Presidenta, hoje, eu quero conversar com a senhora sobre o programa Mais Médicos.

Presidenta: Olha, Luciano, excelente escolha. O Mais Médicos é um programa lançado no meu governo para ampliar o atendimento médico prestado à população brasileira. E eu vou começar com uma excelente notícia, Luciano: nós já atendemos todos os pedidos de médicos feitos pelos prefeitos de todo o Brasil. Só os prefeitos que não pediram, não solicitaram médicos, é que não receberam. Assim, Luciano, em apenas oito meses, o Mais Médicos está presente em 3.819 municípios de norte a sul, de leste a oeste deste país. Sabe, Luciano, quantos milhões de brasileiros passaram a ter um médico mais próximo de sua casa?

Apresentador: Quantos, presidenta?

Presidenta: Cinquenta milhões de brasileiros e brasileiras, Luciano. Veja que superamos a nossa meta, que era de 46 milhões. Hoje, no Brasil, 14.462 médicos estão atuando em postos de saúde na periferia das grandes metrópoles, pelo interior do Brasil afora, nas cidades grandes, médias e pequenas, e nos distritos indígenas, Luciano. O Mais Médicos, sem dúvida, está mudando para muito melhor a qualidade da atenção à saúde pública no Brasil.

Apresentador: Muito bom, presidenta! É bom saber que muita gente que não contava com assistência básica de saúde pode, agora, ser atendida por um médico mais perto de casa!

Presidenta: É verdade, Luciano! O Mais Médicos é uma das nossas ações que aumenta a capacidade de atendimento do nosso SUS, do Sistema Único de Saúde. Muitas cidades não tinham sequer um médico. A pessoa que precisasse de atendimento tinha que se deslocar para outra cidade, às vezes, a dezenas e dezenas de quilômetros de distância – de carro, de ônibus e até mesmo de barco, algumas iam a pé. Você deve se lembrar, Luciano, que o Mais Médicos faz parte do compromisso que eu assumi com a população brasileira no ano passado de melhorar a oferta de serviços de saúde no país. E aí, Luciano, eu acredito que sempre deve ser assim: compromisso assumido é compromisso cumprido, mesmo quando a receita para solucionar o problema não é simples. E o Mais Médicos não era simples, teve muita resistência – de poucas pessoas, mas muita resistência. Por isso, Luciano, tomamos a decisão e, logo no início, chamamos primeiro os médicos formados no Brasil para atender a nossa população. Depois, completamos as nossas equipes com médicos formados fora do país. Com a competência e ajuda de todos eles, a realidade da saúde pública no país começou a mudar.

Apresentador: Presidenta, para termos mais médicos brasileiros é preciso investir na formação deles. O governo também está trabalhando para aumentar a oferta de vagas nos cursos de medicina aqui no Brasil?

Presidenta: Estamos, sim, Luciano. E a oferta de vagas em cursos de medicina está só crescendo. Além de enfrentar o problema emergencial, levando mais profissionais de saúde para atender nos municípios, o Mais Médicos vai resolver o problema da falta de médicos no Brasil ao abrir mais vagas nas faculdades e criar novas escolas de medicina. O programa, Luciano, prevê a criação de 11.500 vagas em cursos de graduação de medicina até 2017. Para residência médica, que é quando um profissional se especializa em determinada área da medicina, por exemplo, em pediatria, ortopedia, neurologia, cardiologia ou pneumologia e ginecologia, nós estamos criando mais 12.400 vagas até 2018. Uma coisa é importante, Luciano, é que a maior parte dessas vagas está também sendo criada em cidades do interior. Esta é uma estratégia fundamental para fixar os médicos na própria região onde são formados. Isso faz parte, Luciano, do nosso esforço de descentralizar a graduação e a especialização de médicos, que, antes, só se formavam nos grandes centros urbanos, em especial nas regiões Sul e Sudeste do país.

Apresentador: E os resultados do Mais Médicos no atendimento à população já começam a aparecer, presidenta?

Presidenta: Começam, Luciano. Nós temos resultados parciais. Esses resultados são relativos a uma pesquisa que fizemos no período inicial do Mais Médicos, que cobria até 31 de janeiro de 2014. Naquele momento já tinham chegado, Luciano, 6.600 médicos e estavam já atendendo em 2.200 municípios, e prioritariamente, onde não havia nenhum médico. Mesmo não sendo o programa completo, os resultados já eram muito bons. Veja você, Luciano, eles mostram que, em janeiro de 2014, os postos de saúde de todo o país tiveram um crescimento de 35% em relação ao número de consultas feitas em janeiro de 2013. Vou te dar mais um exemplo, Luciano, que interessa bastante às nossas mulheres brasileiras: o número de consultas do pré-natal nos nossos postos de saúde cresceu, naquele período, 11%. Além disso, aumentou em 44,5% o número de consultas de diabéticos. A conclusão sobre isso é clara, Luciano, o aumento desses números na atenção básica trouxe impactos positivos na diminuição da mortalidade infantil, da mortalidade materna, da mortalidade de diabéticos e hipertensos. E também, Luciano, nas demais etapas do atendimento do SUS, sabe por que, Luciano?

Apresentador: Por que, presidenta?

Presidenta: Porque, quando a gente trata o problema de saúde lá na base, lá no posto de saúde do bairro, a gente trata as doenças no seu início. Assim, você consegue controlá-las e até curá-las. E isso desafoga os hospitais e os serviços de urgência. Veja, Luciano, que, com o Mais Médicos, conseguimos reduzir em 21% o número de encaminhamento aos hospitais. Os centros mais especializados de saúde estão cada vez mais atendendo apenas os casos mais graves. A maioria dos problemas, como eu te disse, de saúde, agora pode ser resolvido – e é resolvida – nos postos de saúde.

Apresentador: O tratamento fica mais próximo do paciente, mais humano, não é, presidenta?

Presidenta: Olha, Luciano, com certeza! O médico do posto de saúde conhece a comunidade, chama os pacientes pelo nome, examina, cria um vínculo de confiança, não se contenta em fazer três perguntas e registrar no computador ou no prontuário sem olhar para o paciente, sem tocá-lo, como acontecia em muitos casos. Luciano, em muitas cidades do Brasil não faz mais parte do dia a dia dessas pessoas sair dessas cidades para poder ser atendido por um médico. Vou lhe dar um exemplo de como a proximidade do médico é importante. É o caso do Sr. João Durão Filho, de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. O Sr. João Durão é hipertenso e diabético, e faz o acompanhamento no posto de saúde com o Dr. Raimundo Gonzáles, um médico cubano do Mais Médicos. O Sr. João Durão diz que gosta muito de como o Dr. Raimundo o atende. Disse que é um atendimento humano e que ele tem recebido uma ótima orientação para continuidade do seu tratamento, que é delicado, porque ele sofreu um derrame. Mesmo nas regiões mais ricas do Brasil, Luciano, é importante destacar que havia carência de médico. Por exemplo, o estado que mais médicos recebeu e demandou foi o estado de São Paulo. Para lá, foram 2.187 médicos, o que significou uma cobertura de atendimento para 7,4 milhões de paulistas.

Apresentador: Presidenta, nossa conversa está muito boa, mas, infelizmente, o nosso tempo acabou.

Presidenta: Antes de me despedir, Luciano, quero reafirmar o compromisso do meu governo com a saúde pública no Brasil. Nós ouvimos as demandas das pessoas e estamos trabalhando para mudar a realidade de milhões de brasileiras e brasileiros. O Mais Médicos é a prova disso! Queremos e vamos fazer, eu te asseguro, ainda mais, pois a boa qualidade da atenção à saúde de todas as brasileiras e de todos os brasileiros é uma prioridade para nós. Pode ter certeza, Luciano, nós vamos avançar muito em atendimento à saúde. Muito obrigada, Luciano. E um bom-dia a todos os nossos ouvintes!

Apresentador: Eu que agradeço, presidenta. Quero lembrar aos nossos ouvintes que em respeito à legislação eleitoral, o Café com a Presidenta deixará de ser veiculado a partir da próxima semana. Você que nos ouve pode acessar a íntegra desse programa na internet, o endereço é www.brasil.gov.br. Um bom-dia a todos!