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14/03/2011

Dilma antecipa novidades do governo para as mulheres

"Nenhuma mulher trabalha tranquila se seus filhos não estiverem protegidos e bem cuidados"

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No mês da mulher, presidenta diz que uma de suas maiores preocupações é a violência doméstica. Ela explica o que o governo está preparado para proteger, apoiar e incentivar as brasileiras.

Transcrição

Apresentador: Oi, gente, eu sou o Luciano Seixas, que bom estarmos aqui para mais um bate-papo com a presidenta Dilma Rousseff. Olá, presidenta, tudo bem?
Presidenta: Tudo bem, Luciano.
Apresentador: Estamos no mês de março, dedicado à mulher. Nós sabemos que o governo vai, nesse mês, lançar programas importantes. A presidenta não podia antecipar alguns dos anúncios para nós?
Presidenta: Eu posso antecipar, sim, para você. Em primeiro lugar, vamos tratar daquele que é um dos momentos mais marcantes da vida de toda mulher: a maternidade. Vamos anunciar o Rede Cegonha, Luciano, que é um programa, na área da saúde, voltado para o atendimento integral das mães e das crianças desde a gravidez, passando pelo parto até chegar ao desenvolvimento do bebê. Nós queremos que as mães e as crianças tenham um atendimento completo, integral.
Apresentador: Presidenta, e depois, mais para frente? Um dos grandes problemas das mães é conciliar o trabalho e o cuidado com os filhos.
Presidenta: É sim, Luciano. Nenhuma mulher trabalha tranquila se seus filhos não estiverem protegidos e bem cuidados. Por isso, Luciano, nós vamos iniciar um programa de creches, cuja a meta é construir 6 mil creches e pré-escolas em todo o Brasil, até 1014. As creches e pré-escolas, elas são muito importantes na administração do tempo das mulheres, mas são, sobretudo, Luciano, importantíssimas para a educação das crianças e para atacar a raiz das desigualdades sociais. Hoje, todo mundo sabe que as crianças de zero a cinco anos, que recebem atenção social e pedagógica, higiene e alimentação adequados, entram na vida escolar em condições muito melhores, daí o programa de creches.
Apresentador: Presidenta, como a senhora avalia a situação das brasileiras?
Presidenta: Olha, Luciano, as mulheres ajudaram e ajudam a construir o nosso país. Saem dos seus lares, vão para o mundo do trabalho, para as empresas, para as escolas, às universidades, para a vida social e fazem a diferença. Sabe, Luciano, se as mulheres não tivessem crescido em seu papel na sociedade brasileira, eu não conseguiria ter sido eleito presidenta, por isso eu devo honrar as mulheres do nosso país. Eu gostaria de contar para você um fato que aconteceu comigo e que ilustra muito bem como as mulheres estão sempre mudando. Falo de uma pequena mulher, chamada Vitória, uma menininha que eu conheci num aeroporto do nosso país. Eu estava lá e a mãe dessa menininha aproximou com ela e me disse: “A minha filha quer te fazer uma pergunta. Ela quer saber se mulher pode”. E eu perguntei: “Pode o quê?”. Ela disse: “Olha, a Vitória quer saber se mulher pode ser presidente”. E foi isso que eu respondi para ela: “Vitória, mulher pode sim”. Então, Luciano, eu tenho certeza que as mulheres, cada vez mais, sabem, percebem e vivem essa realidade – elas podem. Mas, Luciano, ainda falta muito para as mulheres poderem tudo.
Apresentador: O que é que a senhora acha que está faltando? O que mais te preocupa?
Presidenta: Uma das minhas maiores preocupações é a violência contra a mulher, ainda muito presente, inclusive dentro de casa. Uma situação, que sobre todos os aspectos, é inaceitável para uma sociedade como a brasileira.
Apresentador: Inclusive, presidenta, uma pesquisa recente mostrou que a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no Brasil.
Presidenta: É o que eu te disse, Luciano, isso é inaceitável! Olha, uma das leis mais importantes, criadas no governo do presidente Lula, foi a Lei Maria da Penha. Essa lei é reconhecida até pela ONU como um modelo de enfrentamento da violência doméstica. O meu compromisso é garantir que essa lei seja rigorosamente cumprida. Aliás, no meu governo, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a notificação da violência contra a mulher em toda a rede pública e privada do país na área da saúde. Quem não notificar que recebeu uma mulher agredida, machucada, está sujeito à punição administrativa e corre o risco de ser punido por seu conselho profissional.
Apresentador: Tem que denunciar, não é?
Presidenta: Tem que denunciar, sim. Senão você não consegue acabar com a violência contra a mulher.
Apresentador: Presidenta, muitas brasileiras são vítimas de câncer de mama e de colo do útero, como reduzir esse problema?
Presidenta: Olha, Luciano, na próxima semana eu vou estar aqui com você explicando os novos programas de prevenção e tratamento de câncer de mama e de colo de útero. Eu não tenho dúvida, Luciano, até porque aconteceu comigo, que a prevenção é o melhor caminho para reduzir o problema do câncer. As mulheres, Luciano, são hoje um pouco mais da metade da população, mas o resto da população – a outra metade – são os nossos filhos. Por isso, quando a gente cuida da mulher, nós estamos tratando toda a sociedade, estamos com tudo dentro de casa.
Apresentador: Certo, presidenta. Uma boa semana para a senhora e para todos e todas e nos ouvem agora. Até a próxima segunda.
Presidenta: Obrigado, Luciano. Uma boa semana para você ouvinte, e o meu abraço especial para você, minha amiga mulher brasileira. Tchau!
Apresentador: E lembre-se, você pode ouvir este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. O Café com a Presidenta volta na próxima segunda-feira. Até lá.