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08/08/2011

Governo investe em pesquisa para promover inovação

"Queremos que os estudantes brasileiros possam estudar nas melhores universidades do mundo"

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O Programa Ciências sem Fronteiras vai conceder 75 mil bolsas de estudos no exterior. O governo conta com a participação do empresariado para chegar a 100 mil bolsas. O objetivo é incentivar a inovação tecnológica para impulsionar a indústria nacional.

Transcrição

Apresentador: Olá, eu sou o Luciano Seixas e estou aqui para mais um Café com a Presidenta, o nosso encontro semanal com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! Bom dia para todos que nos acompanham a partir de agora!

Apresentador: Presidenta, mais uma vez temos novidades na área de educação. Dessa vez o programa Ciência sem Fronteiras. Explica para a gente o que é o programa?

Presidenta: Olha, Luciano, o Ciência sem Fronteiras é um programa que dá aos estudantes e pesquisadores brasileiros a oportunidade de aperfeiçoar seu conhecimento fora do país, de pesquisar e de criar além de estudar lá fora. Até 2014, vamos oferecer 75 mil bolsas, que vão da graduação ao pós-doutorado, no exterior. Mas queremos ainda mais. Para atingirmos 100 mil bolsas, estamos chamando os empresários brasileiros a também contribuírem com a oferta de outras 25 mil bolsas. Por quê? Porque queremos que os estudantes brasileiros possam estudar nas melhores universidades do mundo, e voltar para o Brasil capazes de aplicar tudo o que estudaram, aprenderam e pesquisaram lá fora, em ciência, tecnologia e inovação. Com o Ciência sem Fronteiras, estamos construindo o nosso futuro.

Apresentador: Para que áreas essas bolsas vão ser destinadas?

Presidenta: Nós priorizamos áreas ligadas a ciências exatas, às engenharias, à matemática, à física, à biologia, à ciência da computação, às ciências médicas e a todas as áreas tecnológicas. São especialidades fundamentais para a nossa economia, sobretudo, para dar competitividade à indústria, para que nós possamos criar empregos de qualidade em larga escala.

Apresentador: E como vai ser a seleção dos bolsistas?

Presidenta: Vamos selecionar os melhores estudantes do país pelo critério mais justo, o mérito. A escolha vai ser feita a partir do desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Os alunos que atingirem o mínimo de 600 pontos no Enem vão poder concorrer às bolsas de estudo no exterior. Atualmente, nós temos 124 mil alunos que atingiram essa pontuação. Também, podem ser bolsistas selecionados os alunos premiados em olimpíadas científicas, como a Olimpíada da Matemática, e aqueles já envolvidos em iniciação científica. O importante é que nesse programa de bolsas de estudo no exterior, que chamamos Ciência sem Fronteiras, os estudantes que não teriam recursos para estudar no exterior estarão entre os selecionados para frequentar as melhores universidades do mundo. A partir de agora, estudar no exterior não vai ser um privilégio dos mais ricos, vai ser uma oportunidade para os estudantes que se esforçarem, mesmo aqueles de famílias mais pobres.

Apresentador: A senhora disse que propôs aos empresários brasileiros que ofereçam, no Ciência sem Fronteiras, mais 25 mil bolsas de estudo. Como eles estão respondendo a esse desafio?

Presidenta: Muitos setores da indústria já aderiram à nossa proposta. Por exemplo, a Fenabrave, que é a Federação das Agências de Automóveis, já se comprometeu. A Federação dos Bancos e a Anfavea, da indústria de carros, também já fizeram suas ofertas. E empresas estrangeiras que atuam no Brasil também já se manifestaram. Eu tenho certeza, Luciano, de que vamos alcançar as 25 mil bolsas.

Apresentador: Presidenta, por que a inovação é tão importante para o Brasil?

Presidenta: O Brasil está em pleno crescimento econômico. Somos, hoje, a sétima economia do mundo e, em breve, seremos a quinta. Para chegarmos lá precisamos qualificar os nossos profissionais. Por isso estamos agindo em várias frentes. Além do programa Ciência sem Fronteiras, criamos o Pronatec, que envolve a formação e capacitação de profissionais no nível médio. Tudo isso está integrado dentro de um programa global, que é o Plano de Inovação do Brasil.

Apresentador: Esse Plano de Inovação do Brasil é uma forma de preparar o Brasil e os brasileiros para competir de igual para igual com países que são referência tecnológica, não é isso, presidenta?

Presidenta: É exatamente isso, Luciano. Em um cenário internacional de alta competitividade, ou nós inovamos ou nossos produtos não vão ter mercado lá fora. E o Plano de Inovação do Brasil integra várias ações do governo para que o país possa dar um salto no rumo da economia, do conhecimento e do desenvolvimento da nossa indústria. Temos também o programa Brasil Maior, que lançamos na semana passada, e que inclui várias medidas para diminuir os custos das empresas e com mais recursos para investimento e inovação. É assim que o governo está se preparando para enfrentar esse período de tensão na economia mundial. Fortalecemos a nossa indústria, protegemos nossos empregos e garantimos nossa estabilidade.

Apresentador: Para você que quer conhecer mais o Ciência sem Fronteiras, a página na internet é www.cienciasemfronteiras.cnpq.br. Que, aliás, já teve mais de 1,5 milhão de acessos. Obrigado então, presidenta, e até semana que vem.

Presidenta: Muito obrigada a você, Luciano. E uma boa semana a todos os que nos acompanharam nessa conversa.

Apresentador: Você pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Voltamos segunda-feira, até lá!