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23/04/2012

Ciência sem Fronteiras vai selecionar 20 mil estudantes até o fim do ano

"Essa parceria do governo com as empresas e as universidades vai ajudar o país a dar um salto "

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O programa Ciência sem Fronteiras vai selecionar até o fim deste ano 20 mil estudantes para estudar parte dos cursos de graduação, doutorado ou pós-doutorado fora do país. O programa está com inscrições abertas até o próximo dia 30 de abril, para bolsas no Canadá, na Bélgica, em Portugal, na Espanha, entre outros países. A meta do programa é selecionar 101 mil estudantes bolsistas até 2014.

Transcrição

Apresentador: Olá, amigos! Eu sou o Luciano Seixas e estou aqui para o Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! E um bom-dia para você também, ouvinte!

Apresentador: Presidenta, hoje eu queria conversar sobre um programa que tem tido muita importância na agenda da senhora, aqui no Brasil e nas suas viagens ao exterior, é o Ciência sem Fronteiras.

Presidenta: É verdade, Luciano, esse é um dos programas mais importante do meu governo! O Brasil, com o Ciência sem Fronteiras, vai levar os melhores estudantes para estudar nas melhores universidades do mundo. Eles, Luciano, vão ter contato com o que há de mais avançado em ciência e tecnologia. Os cursos que escolhemos são nas áreas de ciências exatas – física, química, matemática, biologia – nas áreas de ciências médicas, nas da ciência da computação e em todas as áreas de engenharia. Quando esses estudantes voltarem, Luciano, eles vão trazer conhecimento para aplicar aqui no Brasil e vão ajudar a nossa indústria, o governo a fazer tecnologias novas e a provocar processos de inovação dentro das empresas. Nós temos já quase 3.700 estudantes já no exterior iniciando seus cursos. No final de abril, vamos selecionar 10.300 bolsistas; e, em junho, mais 6 mil bolsistas. Assim, Luciano, nesse ano, o total de bolsistas selecionados chegará a 20 mil.

Apresentador: Quem está sonhando em estudar fora do Brasil ainda pode se inscrever no Ciência sem Fronteiras?

Presidenta: Pode sim, Luciano. O programa está, hoje, com inscrições abertas até a próxima segunda-feira, dia 30 de abril. Neste edital, os estudantes poderão se inscrever para cursos no Canadá, na Bélgica, na Holanda, em Portugal e na Espanha, entre outros países. Faremos também uma nova chamada em junho e outras em 2013 e 2014. Nossa meta, Luciano, é levar 101 mil estudantes para o exterior.

Apresentador: A Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, que a senhora visitou nos Estados Unidos, eles também vão abrir vagas para o Ciência sem Fronteiras?

Presidenta: Ah, vão sim, Luciano. Quando me encontrei com a reitora de Harvard, ela elogiou a oportunidade que o Brasil está dando aos seus estudantes. Harvard, Luciano, é uma das melhores universidades do mundo, onde estudaram dezenas de pesquisadores que ganharam prêmios Nobel em diversas áreas do conhecimento. Harvard vai abrir vagas para bolsistas do Ciência sem Fronteiras nas áreas de engenharia, medicina, saúde pública e ciências aplicadas. O MIT está participando também de um amplo intercâmbio com o ITA, o nosso Instituto Tecnológico da Aeronáutica, e vai receber também nossos estudantes de pós-graduação.

Apresentador: Para chegar a essas universidades no exterior é preciso estudar muito, não é, presidenta?

Presidenta: É preciso muito estudo, muita dedicação, tem que estudar todos os dias e tem que estudar muitas horas. Primeiro, os estudantes passam pela seleção que fazemos aqui no Brasil. Para isso é preciso ter feito mais de 600 pontos no Enem, a premiação em olimpíadas do conhecimento também conta. Além disso, precisam ter notas muito boas para serem aceitos nessas universidades, que fazem outro rigoroso processo de seleção. É muito importante lembrar, Luciano, que o critério de escolha do Ciência sem Fronteiras é o do mérito, que leva em conta o desempenho e o esforço do estudante. Com isso, estamos abrindo oportunidade a todos, inclusive para aqueles alunos de famílias pobres e que jamais conseguiriam pagar os custos de estudar no exterior.

Apresentador: Também é preciso saber falar inglês ou a língua do país onde o aluno está indo estudar, presidenta?

Presidenta: Precisa, sim. Por isso, nossas universidades vão oferecer cursos intensivos de línguas durante as férias. Mas o que é muito importante, Luciano, é que quem for selecionado para o Ciência sem Fronteiras terá ainda a chance de aperfeiçoar o idioma em cursos no país onde será bolsista. Todo mundo sabe, Luciano, que cursos de imersão no país estrangeiro é a forma mais eficiente de aprendizado da língua. O governo pagará seis meses de curso, no mínimo, para todos os estudantes que passarem no Ciência sem Fronteiras.

Apresentador: Presidenta, as empresas também estão investindo no Ciência sem Fronteias?

Presidenta: Estão sim, Luciano. Os empresários estão percebendo a importância do Ciência sem Fronteiras e se transformaram em grandes parceiros do governo neste programa. Das 101 mil bolsas para os jovens estudarem no exterior até 2014, 26 mil serão oferecidas pelas empresas brasileiras. Isso porque elas sabem como uma experiência internacional como um curso no exterior pode ser importante para os seus futuros profissionais e para o futuro do Brasil. Essa parceria do governo com as empresas e as universidades vai ajudar o país a dar um salto no rumo de maior produtividade, maior modernização e, portanto, Luciano, aplicando conhecimento à nossa atividade industrial, à nossa prestação de serviço, à nossa agricultura.

Apresentador: Presidenta, infelizmente, o nosso tempo chegou ao fim. Obrigado por mais esse Café.

Presidenta: Obrigada pela companhia, Luciano. E uma boa semana aos nossos ouvintes.

Apresentador: Obrigado, presidenta. Quem quiser mais informações sobre o programa pode entrar no site: www.cienciasemfronteiras.gov.br. Nós voltamos na próxima segunda-feira, até lá.